1,61803398887...
Mas como se chega a este número e o que é que ele tem de tão extraordinário?
O número de ouro é um número irracional porque não provém da divisão de dois números naturais e é representado por uma dízima infinita e não periódica.
Este número foi descoberto ainda na antiguidade, de tal forma que foi utilizado, por exemplo, nas proporções do Parthenon em Atenas, pelo seu arquiteto de nome Fídias ( sendo essa a razão da utlização atualmente da letra grega Fi ou Phi para representar este número)
Este número, para além da matemática, está relacionado com a estética da arte e da a natureza como veremos mais adiante...
O número, em si, não tem nada de belo à primeira vista, mas essa relação transmite-nos uma sensação muito forte de harmonia de tal forma que, para além da antiguidade clássica, começou a ser muito utilizada por artistas principalmente na Renascença (Giotto, da Vinci, Miguel Ângelo...) nas suas pinturas, esculturas e obras monumentais.
Transpondo para a fotografia, a intersecção das linhas resultantes desta proporção determinam os pontos fortes da imagem resultando que esta fique mais apelativa e harmoniosa.
Se bem que, na fotografia, se utilize frequentemente, para facilitar, a regra dos terços (relação- 1,66) a proporção divina seria aquela que produziria os efeitos mais interessantes. Toda a gente reconhece que as fotografias com objetos/sujeitos excessivamente centrados não resultam muito bem. Da mesma forma não se deve colocar a linha do horizonte a meio da fotografia. Tudo isto faz parte das técnicas da composição fotográfica.
Foi Fibonacci - que nasceu em Pisa por volta de 1175 - quem fez estudos, divulgou no ocidente e apresentou uma sequência de números que é conhecida pelo seu nome e que está intimamente ligada à proporção dourada.
Sequência de Fibonacci
1; 1; 2; 3; 5; 8; 13; 21; 34 ;55; 89; 144; 233...
Nesta sequência o número seguinte corresponde à soma dos dois números seus anteriores.
Existem muitos exemplos na natureza desta proporção dourada:
A concha do Nautilus; a multiplicação teórica de um casal de coelhos (experiência realizada pelo próprio Fibonacci e incluída no seu livro "Liber Abacci" ("O livro dos ábacos"); a disposição das sementes no centro do gira-sol; dos gomos do ananás; a disposição dos favos das colmeias; as proporções da face humana e um sem número de objetos animados e inanimados.
A escola pitagórica, muitos séculos antes, também chegou por outras vias a esse número que podia ser obtido graficamente de diversas maneiras, como por exemplo na intersecção das linhas interiores do pentagrama ou através da intersecção de linhas no interior de um quadrado.
- Aqui fica um link muito interessante e completo sobre esta temática...
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E aqui outro link também muito didático sobre a aplicação à composição fotográfica.









